
A adoção de ensaios ecotoxicológicos com organismos estuarinos para a avaliação de áreas sob risco ambiental faz-se necessária. Os rotíferos são organismos que possuem características adequadas para ensaios de toxicidade em microescala, pois apresentam tamanho reduzido, ciclo de vida rápido, elevada sensibilidade e fácil manutenção dos cultivos. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a sensibilidade dos ensaios de toxicidade aguda com B. plicatilis e B. rotundiformes expondo-os ao sulfato de cobre em diferentes salinidades, e determinar a toxicidade aguda do azo corante Disperse Red 1 utilizando-se os ensaios com os rotíferos nas salinidades de 5 e 20. Os valores da CL50; 48h para B. plicatilis e o cobre variaram de 0,04 a 0,08 mg.L-1 nas salinidades entre 5 a 30, enquanto para B. rotundiformes esses valores foram de 0,05 a 0,22 mg.L-1, nas salinidades entre 15 a 30. Esses resultados estão na mesma ordem de magnitude dos ensaios de desenvolvimento embrio larval com ouriços do mar, considerados um dos mais sensíveis entre os organismos marinhos. A toxicidade do corante Red 1 para B. plicatilis foi na mesma ordem de magnitude, entre 54 e 254 mg.L-1, e para B. rotundiformes variou de 0,2 a 56 mg.L-1 nas salinidades de 5 e 20, respectivamente.
Ensaio ecotoxicidade aguda, rotíferos, azo corante Disperse Red 1, cobre, salinidade.