Revista Ceciliana

EFEITO DA SALINIDADE NA TOXICIDADE AGUDA DO COBRE E DO AZO CORANTE DISPERSE RED 1 UTILIZANDO-SE OS ENSAIOS COM OS ROTÍFEROS Brachionus plicatilis E Brachionus rotundiformes

Daniel, G. Morais, A. V. Borrely, S. I. Umbuzeiro, G. A. Rodrigues, B.A. Matões-Santos, J. Kuchkarian, B. Badaró-Pedroso, C.

Resumo

A adoção de ensaios ecotoxicológicos com organismos estuarinos para a avaliação de áreas sob risco ambiental faz-se necessária. Os rotíferos são organismos que possuem características adequadas para ensaios de toxicidade em microescala, pois apresentam tamanho reduzido, ciclo de vida rápido, elevada sensibilidade e fácil manutenção dos cultivos. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a sensibilidade dos ensaios de toxicidade aguda com B. plicatilis e B. rotundiformes expondo-os ao sulfato de cobre em diferentes salinidades, e determinar a toxicidade aguda do azo corante Disperse Red 1 utilizando-se os ensaios com os rotíferos nas salinidades de 5 e 20. Os valores da CL50; 48h para B. plicatilis e o cobre variaram de 0,04 a 0,08 mg.L-1 nas salinidades entre 5 a 30, enquanto para B. rotundiformes esses valores foram de 0,05 a 0,22 mg.L-1, nas salinidades entre 15 a 30. Esses resultados estão na mesma ordem de magnitude dos ensaios de desenvolvimento embrio larval com ouriços do mar, considerados um dos mais sensíveis entre os organismos marinhos. A toxicidade do corante Red 1 para B. plicatilis foi na mesma ordem de magnitude, entre 54 e 254 mg.L-1, e para B. rotundiformes variou de 0,2 a 56 mg.L-1 nas salinidades de 5 e 20, respectivamente.

Palavras-chave

Ensaio ecotoxicidade aguda, rotíferos, azo corante Disperse Red 1, cobre, salinidade.

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