Revista Ceciliana

MONITORAMENTO E QUANTIFICAÇÃO DE ANTOZOÁRIOS DA ILHA DAS CABRAS, ILHA BELA – SÃO SEBASTIÃO/ SP

Roberto Borges Viviane Vieira

Resumo

Os estudos sobre cnidários começaram no Brasil no século XIX onde foram descritos e registrados novas espécies. Em alguns pontos do litoral brasileiro, possuem áreas com grande recobrimento desses organismos que promovem uma alta taxa de produtividade e apresentando uma diversidade de vida somente menor que as florestas tropicais. Com isso, a preocupação para a proteção desses organismos e seus ambientes. Embora seja uma região acessível a pesquisadores, não é muito estudada pela problemática do mergulho e as ferramentas utilizadas de alto custo, sendo assim, ainda há uma grande ignorância com relação a comunidade de antozoários dos costão rochoso de ilhas oceânicas. Face o exposto, a abundância e a distribuição dos organismos foram determinadas através da metodologia fotoquadrat ao longo de 36 m distribuídos em 2 transectos em profundidades de 2,5 e 4,5m, que foi aplicado no infralitoral da ilha oceânica onde seu entorno é protegido por decreto municipal com o intuito de descrever os povoamentos e suas espécies dominantes de antozoários, caracterizar e descrever a distribuição espacial dos povoamentos na comunidade e avaliar quantitativamente a composição específica desses organismos. A análise da porcentagem de cobertura, da dominância e do agrupamento dos transectos demonstrou que na profundidade de 4,5m a presença de cnidários é praticamente nula, onde podemos definir que é o limite inferior de ocorrência desses organismos. A presença dominante na profundidade de 2,5m foi do gênero Palytoa com mais de 90% de ocorrência, sendo que as outras espécies encontradas foram Carijoa riisei e Zoanthus sociatus.

Palavras-chave

Ecologia bentônica, distribuição, substrato consolidado, costão rochoso, infralitoral.

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