
O microfitobentos representa a comunidade de algas eucariotas fotossintetizantes e cianobactérias que vivem junto ao substrato. Desempenham um importante papel na cadeia alimentar, servindo como alimento para meiofauna, foraminíferos e outros herbívoros bentônicos, desta forma contribui para uma das bases da teia alimentar, podendo alcançar os níveis mais altos da macrofauna e megafauna. Neste estudo analisou-se a biomassa microfitobentônica de 7 bosques de mangue no estuário de Santos, isto foi possível através da análise com espectrofotômetro dos teores de clorofila-a e feopigmentos. Os resultados foram submetidos à análise de variância e comparados a fatores ambientais e fitossociológicos de outros estudos nesta região, a fim de identificar possíveis correlações. Os resultados mostraram que não há biomassa microfitobentônica significativa, sendo que, em todos os casos houve predominância de feopigmentos, isto que não há condições propícias para o desenvolvimento do microfitobentos. Não houve diferença significativa considerando os teores de clorofila-a e em relação à razão de clorofila-a/feopigmentos. Entretanto, considerando apenas os teores de feopigmentos, notou-se diferença estatística entre Rio Branco e Rio Diana, Rio Branco e Ilha Barnabé e Rio Branco e Rio Queirozes. Não foi encontrada correlação entre os teores de clorofila-a e feopigmentos com as variáveis ambientais, entretanto, houve correlação negativa entre a razão de clorofila-a/feopigmentos com o teor de umidade do substrato. Tendo em vista a importância do microfitobentos no contexto ecológico, o presente estudo caracterizou este ambiente e poderá contribuir em futuras pesquisas para compreender esta comunidade e suas relações.
Microfitobentos, Clorofila-a, Feopigmentos, Estuário