
Com a crescente utilização de produtos de higiene e cuidados pessoais, especial atenção vem sendo dada ao fármaco Triclosan, um composto de ação antimicrobiana amplamente utilizado por indústrias farmacêuticas. A presença desse xenobiótico no ambiente aquático pode causar efeitos adversos em diferentes níveis de organização biológica (indivíduo, população, comunidade) e estudos ecotoxicológicos são capazes de detectar tais alterações, identificar o mecanismo de ação e avaliar concentrações seguras para a emissão desse composto. O presente estudo avaliou a toxicidade crônica do Triclosan a partir da avaliação de anomalias e retardos no desenvolvimento embriolarval do mexilhão Perna perna expostos a diferentes concentrações do composto. Os ensaios foram realizados de acordo com o procedimento descrito por Zaroni (2002). Os resultados indicaram que o Triclosan pode interferir significativamente no potencial reprodutivo de mexilhões. Diante desse contexto, se faz necessário o desenvolvimento de estudos ecotoxicológicos, com o intuito de gerar um conhecimento mais profundo sobre os possíveis riscos desse composto e sua regulação.
Triclosan, Desenvolvimento embriolarval, Toxicidade.