
Os testes de toxicidade constituem uma importante ferramenta para o diagnóstico do impacto biológico e monitoramento ambiental. Através destes podemos avaliar a toxicidade dos efluentes e dos corpos receptores. A identificação dos componentes tóxicos de um efluente pode fornecer subsídios para controle e gestão da atividade de produção de petróleo e gás, visando eliminar ou minimizar o seu impacto sobre a biota. A água de produção é um dos principais efluentes oriundos do processo de exploração de óleo e gás. Nela é comumente evidenciada a presença de amônia, uma substância tóxica quando presente em altas concentrações. O objetivo deste estudo foi avaliar a contribuição do nitrogênio amoniacal na toxicidade da água produzida de gás natural de uma plataforma off-shore. Para tanto, foi aplicado o tratamento com Ulva lactuca para remoção de amônia, já que essa macroalga utiliza o nitrogênio amoniacal como fonte de nutriente; posteriormente, foram realizados testes de toxicidade com a espécie de ouriço-do-mar Lytechinus variegatus. A presença de amônia foi confirmada através do método de destilação e titulação. Os ensaios ecotoxicológicos e as análises de nitrogênio amoniacal foram realizados em concentrações de 10% e 25%, com amostras bruta e tratada do efluente. A amostra bruta apresentou toxicidade e alta concentração de nitrogênio amoniacal. Entretanto, após o tratamento com a macroalga, houve redução tanto na concentração de amônia quanto na toxicidade. A eficiência demonstrada pela macroalga U. lactuca na remoção de nitrogênio amoniacal possibilitou caracterizar essa substância como uma das principais causadoras de toxicidade no efluente.
Toxicologia, plataforma off shore, impacto biológico, monitoramento ambiental.