
O transporte pneumático é uma operação, cujo princípio baseia-se no deslocamento de particulados, dentro de uma tubulação, através de uma corrente de ar. Este processo é mais vantajoso, se comparado com outros métodos de transporte, como o elevador de canecas ou a correia transportadora, pois ao deslocar os sólidos através de um conduto, evita a perda de material, reduz a poluição ambiental e minimiza acidentes. Este tipo de transporte pode apresentar duas fases: a fase densa e a diluída. Esta última, apesar do desgaste na parte inferior dos dutos e das singularidades, é a de menor custo de aquisição e operação. Não é raro o emprego de tê saída de lado (com maior perda de carga) para alterar a direção do escoamento uma vez que o acúmulo de partículas na parte cega do tê reduz o desgaste da conexão. O presente trabalho utilizou em seu dispositivo de transporte, junções do tipo "tê-cego" e curva de três gomos, objetivou determinar experimentalmente a perda de carga nos dutos antes e depois destas singularidades. A avaliação se deu através do estudo da curva característica da perda de carga em função da velocidade do ar e da vazão mássica do particulado. As partículas de polipropileno, utilizadas no experimento, alimentaram desde o silo até o conduto por meio de uma válvula rotativa. O estudo indicou que o emprego da singularidade "tê-cego", causou turbulência nos pontos montante e jusante, deformando as curvas características de perda de carga. Em contrapartida, a utilização da curva de três gomos, apresentou menos perturbações. Porém, com o uso desta, em altas vazões de sólido, existe o risco de um maior desgaste na curva. Já com o uso de "tê-cego" o acúmulo do sólido na zona estagnada causa o amortecimento das partículas transportadas, evitando a erosão do duto.
Pneumático; polipropileno; diluída.