Revista Ceciliana

Bioatividades das Proteases e Arilsulfatasas em solos tratados com Biossólidos e cultivados com girassol

Magno José Alves
Leyser Rodrigues Oliveira
Elder Lasmar Gontijo
Viviane Tavares Campos
Liziane Figueiredo Brito
Valéria Peruca de Melo
Wanderley José de Melo
Gabriel Maurício Peruca de Melo

Resumo

O uso de biossólidos têm se mostrado como uma solução adequada do ponto de vista técnico, econômico e ambiental. Os principais riscos ambientais relacionados ao uso de biossólidos são aqueles representados pelos riscos de poluição das águas e, sobretudo, pelos metais pesados. O presente trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da aplicação de biossólidos sobre as bioatividades das proteases e arilsulfatases, verificando a possibilidade de utilizá-las como indicadoras da qualidade do solo. O estudo foi realizado em um experimento de sete anos de duração com o intuito de se comparar os efeitos de doses crescentes (0; 2,5; 10 e 20 t ha-1) de biossólidos proveniente da ETE da SABESP de Barueri (SP), sobre a bioatividade enzimática de um Latossolo Vermelho eutroférrico (LVe) e de um Latossolo Vermelho distrófico (LVd), cultivados com girassol. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com cinco repetições. Amostras do solo foram coletadas na profundidade 0–0,20 m aos 60 dias após a emergência das plântulas. Os resultados mostraram que as doses crescentes do biossólidos promoveram o aumento da bioatividade enzimática do solo, decrescendo nas doses maiores em função da toxicidade de metais pesados contidos nestes resíduos.

Palavras-chave

Bioatividade enzimática; qualidade do solo; biossólidos.

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