
O uso de biossólidos têm se mostrado como uma solução adequada do ponto de vista técnico, econômico e ambiental. Os principais riscos ambientais relacionados ao uso de biossólidos são aqueles representados pelos riscos de poluição das águas e, sobretudo, pelos metais pesados. O presente trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da aplicação de biossólidos sobre as bioatividades das proteases e arilsulfatases, verificando a possibilidade de utilizá-las como indicadoras da qualidade do solo. O estudo foi realizado em um experimento de sete anos de duração com o intuito de se comparar os efeitos de doses crescentes (0; 2,5; 10 e 20 t ha-1) de biossólidos proveniente da ETE da SABESP de Barueri (SP), sobre a bioatividade enzimática de um Latossolo Vermelho eutroférrico (LVe) e de um Latossolo Vermelho distrófico (LVd), cultivados com girassol. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com cinco repetições. Amostras do solo foram coletadas na profundidade 0–0,20 m aos 60 dias após a emergência das plântulas. Os resultados mostraram que as doses crescentes do biossólidos promoveram o aumento da bioatividade enzimática do solo, decrescendo nas doses maiores em função da toxicidade de metais pesados contidos nestes resíduos.
Bioatividade enzimática; qualidade do solo; biossólidos.