
Isolamento e identificação de bactéria degradadora de fenol da zona industrial de Cubatão (SP), através da técnica de amplificação do 16S
Ingrid Regina Avanzi
Louise Hase Gracioso
Elen Aquino Perpetuo
Resumo:
O fenol está presente em efluentes de indústrias de gaseificação de carvão, produção de coque, farmacêutica, pesticidas, fertilizantes, produção de tintas, química sintética e polpa de papel. O fenol em altas concentrações é tóxico a organismos vivos. No Brasil, os padrões de qualidade de água estabelecem concentrações de fenol de até 3 mg/L para águas de classe I (destinadas ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção; à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. Os padrões de emissão correspondem a valores de 0,5 mg.L-1 (CONAMA, 2005). O presente trabalho pretende isolar e identificar microrganismos presentes no meio ambiente e que tenham capacidade de degradar o fenol e também outros aromáticos. A eficiência destes microrganismos foi comparada àqueles tradicionalmente utilizados para a degradação do fenol em reatores biológicos (lodo biológico adaptado). Muitas enzimas já foram identificadas no genoma de bactérias com capacidade de degradação de xenobióticos, dentre elas, fenol-monooxigenases, catecol-dioxigenases, além de outras. Estes microrganismos foram colocados em um mini-reator biológico para a degradação do fenol e seus intermediários (catecol e hidroquinona).
Palavras-chave:
biodegradação, fenol, amplificação do 16S.
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