O herbário da UNISANTA (HUSC) foi inaugurado em 20 de junho de 1998. Começou a ser formado no laboratório de biologia por iniciativa da professora Zélia Rodrigues de Mello, quando procurou o Instituto de Botânica de São Paulo para um aperfeiçoamento na área de Botânica. Conhecendo na ocasião a doutora Olga Yano, especialista em briófitas, que colaborou com suas orientações nas atividades de campo, com técnicas de coleta, herborização e identificação dos diversos grupos vegetais, envolvendo também a especialista em pteridófitas, Elisabete Lopes.
O professor Ricardo Paiva participou de todo processo contribuindo com o estudo das algas marinhas do nosso litoral. Iniciaram-se então alguns trabalhos taxonômicos em criptógamas, sendo posteriormente apresentados em Congressos Nacionais de Botânica e publicados em revistas especializadas.
Logo após o Dr. Vinícius Castro Souza, discente desta instituição na ocasião, tomando a frente das fanerógamas, orientou seus alunos nas coletas, herborização e identificação deste grupo vegetal na Estação Ecológica de Juréia-Guaraú, no município de Peruíbe, SP. Merecendo destaque especial a então aluna Sandra Jules Gomes da Silva, hoje especialista na família Begoniaceae
Nossos principais objetivos são prestar serviço a comunidade em questões de dúvida da identidade correta da planta, além de preservar o testemunho de estudos científicos que envolvam plantas nas áreas de ecologia, botânica, fitoterapia e farmacognosia.
Nossa principal área de estudo é o bioma mata atlântica no litoral do estado de São Paulo (ecossistemas manguezal, restinga, floresta ombrófila densa).
Somos o primeiro e único herbário científico da Baixada Santista; estando cadastrados na Rede Brasileira de Herbários com a sigla HUSC. Desta coleção destacam-se: flora da restinga de Bertioga (briófitas, pteridófitas e angiospermas), algas do litoral da Baixada Santista, flora do Jardim Botânico de Santos, plantas medicinais nativas e exóticas utilizadas pela população da Baixada Santista, além de doações do Herbário da Esalq, Instituto de Botânica de São Paulo e Instituto Florestal.
O Herbário é um conjunto de plantas preservadas, organizadas segundo um sistema determinado, e que servem como material de pesquisa para todas as áreas da ciência que utilizam os vegetais como seu objeto de estudo. Todo o trabalho científico que de alguma forma envolva plantas precisa ter um material comprobatório depositado em um herbário.
O tipo mais usual de preservação é a desidratação, obtida através da herborização. Nesse método, as amostras de plantas são secas sob pressão, entre folhas de papel absorvente, em pranchas de madeira, tecnicamente conhecidas como prensas. Amostras assim preparadas podem ser secas em estufas ou mesmo ao sol, e se mantidas posteriormente em condições de temperatura e umidade constantes, livre do ataque de insetos, podem ser indefinidamente preservadas. Após a secagem, as plantas são afixadas em cartolinas e recebem um rótulo, onde estão anotadas todas as informações relativas ao local onde foram coletadas e a aspectos que não podem ser recuperados através da amostra, como seu hábito (árvore, arbusto ou erva) e odor e cor das flores e frutos, que se alteram com a secagem.
De segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas.
Rua Oswaldo Cruz, 266 - Bloco B - sala 25 - Boqueirão - Santos/SP.
Biol. Zélia Rodrigues de Mello
Prof. Zélia Rodrigues de Mello
Prof. Msc. Paulo de Salles Penteado Sampaio
Registro na Rede Brasileira de Herbários com a sigla HUSC. Desde 2006 http://www8.ufrgs.br/taxonomia/
Grupo de pesquisa. CNPQ. Formado em 2007.
Biodiversidade vegetal no litoral do Estado de São Paulo
Prof. Ms André Faccini – Taxonomia e ecologia de algas marinhas bentônicas
Msc. Alexandra Helena Lisboa Boldrin – Taxonomia e ecologia de pteridóifitas
Profa. Dra. Mara Angelina Galvão Magenta – Taxonomia de asteraceae
Biol. Marcus Vinicius Nakasato – Ecologia aplicada e reflorestamento
Biol. Zélia Rodrigues de Mello – Taxonomia e ecologia de briófitas