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| Renata Falzoni, repórter-abelha : "Faço TV com dois quilos na mão"!
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| Campeonatos de balão, jumping, escalar montanhas... onde há desafio, lá está ela. |
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| Por Daniel Elias e Renato Silvestre |
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“Nós vamos dominar!”. Três palavras que resumem a expectativa e o entusiasmo de Renata Falzoni para com o futuro da vídeo-reportagem. Na ESPN Brasil, desde 1995, ela acha que, em um futuro próximo, os canais abertos do País também começarão a investir nos chamados repórteres-abelha — aqueles que filmam, entrevistam, editam e apresentam a reportagem que produzem. Ainda que exista, segundo Renata, certo preconceito, por muitos acreditarem que isso pode ocasionar uma redução no universo do mercado de trabalho. “A vídeo-reportagem é uma linguagem, que amplia o leque de alternativas de conteúdo para a telinha. Com dois quilos na mão eu faço TV”, diz.
Renata tem muita audiência entre os admiradores de esportes radicais, por causa das imagens inusitadas que protagoniza. Campeonatos de balão, escalada de montanhas, ciclismo, jumping. Em todo o esporte que é também desafio e perigo lá está ela, fazendo o mesmo ou quase? que os competidores, com uma proeza a mais: filmar, narrar, explicar. Hoje, no quinzenal Aventuras com Renata Falzoni, na ESPN, leva aos telespectadores, em cima de uma bicicleta, imagens que englobam desde a adrenalina das competições até a simplicidade de personagens do dia-a-dia de grandes centros urbanos.
Arquiteta formada pelo Mackenzie 1977, ela trabalhou durante a década de 1980 como repórter fotográfica na Folha de S.Paulo, depois na ISTOÉ, Placar, Playboy, Nova e Cláudia. Decidiu ser vídeo-repórter de esportes radicais em 1988, quando o TV Mix, na TV Gazeta, marcou o formato abelha na TV brasileira. Com o surgimento das câmeras minidigitais e das TVs por assinatura, o repórter-abelha se firmou.
A personalidade de Renata Falzoni é marcante, o visual moderno. Aos 53 anos, ela mantém excelente preparo físico, um diferenciado cabelo vermelho curto e opiniões bem fundamentadas. De forma responsável, brinca com suas habilidades, fazendo inversões dos ângulos da câmera, captando sons da roda de sua bicicleta, ou, simplesmente, se deixando levar pela emoção proporcionada pela beleza de um eclipse solar.
Renata trabalha em todas as fases da vídeo-reportagem. Começa na produção, passa pela captura de todas as imagens e áudios indispensáveis para montar a matéria, o que, segundo ela, muitas vezes salva uma reportagem: a edição. Para captação do que é a essência da tevê, ou seja, a imagem, ela faz uso de uma câmera especialmente projetada para suas necessidades, com dois microfones que podem ser manipulados facilmente.
A preocupação com o áudio é uma constante em seu trabalho. Permanece atenta aos mais variados sons, mesmo quando está no meio de uma entrevista. “A fotografia sofre com a tirania do áudio”, define. Dentro disso, Renata segue com fidelidade um dos princípios do jornalismo: o repórter não precisa aparecer para ser notado: “Vale mais o que o entrevistado fala do que o que eu digo. Na hora da edição eu mando cortar minha voz quando possível. Quanto mais eu fizer e menos aparecer é melhor”.
A jornalista toma cuidado com tudo que vai ao ar, buscando inspiração no cinema. Em sua opinião, um bom vídeo-repórter deve pensar como um cineasta, tendo, assim, a visão do todo. Tanto quanto nas produções da sétima arte, Renata considera que o trabalho coletivo é fundamental. Para isso, conta com o que chama de “equipe ninja”, ou seja, pessoas com múltiplas funções e diferentes habilidades.
A vídeo-repórter gosta também de ressaltar a independência e a relevância de seu trabalho. No Aventuras com Renata Falzoni, que é um programa independente dentro da programação fixa da ESPN Brasil, possui absoluta liberdade quanto ao conteúdo veiculado e por isso se dá ao luxo de mudar quando acha necessário. “Eu sei o quero e mudo radicalmente porque sei o quero. Tenho liberdade para mudar tudo, inclusive na edição. Evito imagens de violência ou de pessoas usando drogas. Não acho isso legal”, enfatiza.
De forma paralela ao jornalismo, Renata é ativista do transporte em bicicletas, sendo também fundadora do Night Biker's Club do Brasil. Liderou a campanha Pedalar é um Direito: foi de Paraty a Brasília para reivindicar ao então presidente Fernando Henrique Cardoso o cumprimento do então renovado Código de Trânsito Brasileiro.
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