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| Personal trainner, para todos os bolsos.
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| Custo dos educadores físicos estão mais acessíveis |
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| Por Diana Lima |
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Elida Amorim, 24 anos, formada em Direito, está com seu peso elevado, em um estágio que, clinicamente, já é considerado como de obesidade. O problema ultrapassou a questão estética e chegou a afetar sua saúde. Conta que sente dores na lombar e às vezes nas pernas pelo excesso de peso, e seu ortopedista indicou que era necessária a realização de exercícios.
Essa vontade e necessidade da prática atividades físicos levou Elida a conhecer o trabalho dos hoje famosos personal trainers, profissionais que dirigem um programa ou treinamento individualizado para exercícios físicos.
Havia, claro, uma outra opção: a academia. Elida, porém, optou pelos trabalhos de personais porque necessitava de um treino específico e de atenção. Segundo ela, os professores em academias precisam dar atenção a vários alunos ao mesmo tempo, o que faz com que os exercícios nem sempre sejam feitos adequadamente. "Sou muito lerda, e preciso de alguém para me incentivar. Alguém que me eduque a treinar diariamente, já que sou preguiçosa e sozinha não consigo", conclui.
Essa agora conhecida classe de educadores físicos apareceu no Brasil na década de 80, mas restritos a empresários, artistas, atletas, representantes da classe média alta, ricos e milionários. Ou seja, de uma forma geral, pessoas que não podiam perder tempo freqüentando academias ou que procuravam zelar por privacidade. Hoje, porém, os serviços desses profissionais estão mais acessíveis, variando de R20,00 a R100 por aula, na Baixada Santista.
A popularização ocorre desde os anos 90 com a divulgação dos benefícios promovidos pelas atividades físicas e com o aumento do número de Faculdades de Educação Física. Não há dados precisos, mas sites especializados e profissionais em geral apontam um número desproporcional de profissionais ao mercado e aumento da concorrência entre eles. O resultado é a queda dos preços dos serviços oferecidos.
Segundo os profissionais da área, não existe um órgão específico que regulamente o valor cobrado. Por isso o preço segue a tendência do mercado e geralmente é estipulado por uma negociação entre o professor e o aluno. Até porque tudo é individualizado, tanto o contrato como a relação que irão manter durante o período de treinamento. O personal precisa ser formado em Educação Física, habilitado e registrado no Conselho Regional de Educação Física CREF.
Ronald Pereira Lopes, atleta há quase 20 anos, trabalha como personal em Cubatão e diz que às vezes fecha pacote mensal ou quinzenal dependendo do cliente. "A falta de união da classe permite que o profissional não tenha o reconhecimento merecido, pois em São Paulo e outras cidades do País, o valor pago é muito mais alto", argumenta.
Para ele, o trabalho para ser considerado realmente de personal precisa ser realizado com no máximo duas pessoas, mais do que isso já descaracterizaria o treinamento. "As mulheres são as que mais procuram seu serviço, na maioria dos casos, para a perda de peso", diz.
O coordenador da academia da Universidade Santa Cecília Unisanta, Jamil Abul, conta que o mercado de trabalho do personal é muito amplo, e, dependendo do tempo que a pessoa tem para a prática de esportes e da sua linha de trabalho é possível seguir orientações via internet.
Os clientes são atraídos pelo marketing boca a boca. Um amigo ou conhecido depois de ter a aula e obter seus recomenda o professor para os outros amigos. Segundo Jamil, é importante preservar a postura para não perdê-la, ressalta.
Caminho - Lopes afirma que o primeiro passo é conhecer o objetivo do cliente para facilitar na hora de planejar as atividades e responder se as expectativas podem realmente serem correspondidas, principalmente no prazo estabelecido. "As pessoas chegam com um objetivo traçado e esquecem que terão que ultrapassar vários obstáculos durante o processo", reflete. "É necessária muita criatividade ao profissional de Educação Física para motivar o aluno", acrescenta.
Ao contrário do mito popular, o exercício pregado como a maneira mais adequada de promover saúde, só é benéfico quando se tem uma boa orientação. Segundo o professor de Esporte da Unisanta, João Baptista, a atividade física é como um remédio que precisa ser bem prescrito com acompanhamento para não causar prejuízos à saúde das pessoas. "A diferença entre o remédio e o veneno está na dosagem", diz João Baptista, completado por Lopes, que afirma que o esporte de alto nível conduz o corpo ao limite extremo e "é sinônimo de impacto e lesões musculares, enquanto o esporte visando à qualidade de vida promove o bem estar”.
João Baptista conta que geralmente as pessoas são encaminhadas por médicos para auxilio no tratamento de cardíacos, hipertensos, diabéticos, idosos, obesos e uma gama de outras doenças. O treinamento só pode ser realizado após um diagnóstico médico que declare a possibilidade do exercício e as limitações da pessoa que será treinada. Só com o diagnóstico em mãos, o profissional consegue traçar uma linha de trabalho que se apóia também numa avaliação da condição física, além do levantamento de hábitos para possíveis mudanças. Vem daí a necessidade do personal trainer ter uma formação bem diversa para compreender as diversas situações, para saber o momento certo de recorrer a outros profissionais.
Segundo o fisioterapeuta Manoel Valério, a pessoa só esta apta a atividades depois que o médico responsável trata suas doenças e acabam os sintomas. "No Brasil a informação não é a mais adequada, geralmente no exterior as pessoas sabem a quem procurar", ressalta.
Muitos dos professores de educação física afirmam que o personal como qualquer profissional da área esportiva também é um agente de saúde. "Não dá para dizer que ele não faz parte da saúde, mas cada um precisa exercer a sua função", contradiz Valério.
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