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"A única realidade da vida é a sensação. A única realidade em arte é a consciência da sensação".
As palavras de Fernando Pessoa traduzem o quanto importa ao ser humano experimentar o prazer da sensação, mas quando falamos de arte, precisamos conhecer mais profundamente a experiência da percepção, a graça da originalidade, a eterna fonte da imaginação criadora e a estética, num constante observar do mundo. Com essas sensações forma-se a ótica do artista em ver as coisas, quer pelo abstrato ou pelas forças vivas da natureza. O resultado de "Por Todos os Poros" reforça a convicção de que nada se pode criar no vazio, simplesmente porque o ato criador necessita de uma porção de humanismo, de personalidade e de tudo quanto está ao seu redor, o que permite revelar muitas realidades ao alcance da imaginação. O valor artístico da obra está fundamentado na forma de colher a beleza, não de maneira equívoca, mas flagrando a expressividade que as artes visuais nos concedem, com idéia e clareza, significativa alegria, sensibilidade e uma dose muito sábia de argúcia.
Sílvia Ângela Teixeira Penteado Reitora da Unisanta (Universidade Santa Cecília) |