Sucesso de missérie faz aumentar interesse pelas obras de Lúcia Maria Teixeira Furlani

O sucesso da missérie Um Só Coração, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, levada ao ar pela Rede Globo, aumentou consideravelmente o interesse do público e da crítica pelas versões literária e em vídeo-documentário de Pagu, livre na imaginação, no espaço e no tempo, da escritora Lúcia Maria Teixeira Furlani.
Patrícia Galvão, a Pagu, alvo de uma exaustiva pesquisa por parte de Lúcia, é vivida na missérie pela atriz Miriam Freeland, que se valeu das obras da escritora santista para compor seu personagem.
Além de Pagu, nomes expressivos da cultura brasileira, como Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Alberto Santos Dumont, Mário de Andrade e Anita Malfatti, desfilam em Um Só Coração.
Jornalistas de todo o País têm procurado Lúcia, com o interesse de conhecer mais a fundo a Musa do Modernismo, no qual Pagu se transformou. Além disso, a procura pelo livro e vídeo tem se acentuado. “Estamos fazendo o possível para atender a demanda”, afirma a autora, que se mostra mais do que satisfeita em ver um antigo sonho realizado. “Definitivamente, acredito que Pagu está ganhando a notoriedade que sempre mereceu”.
Em diversos endereços na Internet, tanto Patrícia Galvão, como as obras produzidas por Lúcia têm conquistado espaço e realce. Os sites www.lunaeamigos.com.br e www.speculum.art.br são exemplos disso.

 

Christiane Tricerri busca inspiração na obra de Lúcia Teixeira Furlani

A atriz e diretora teatral Christiane Tricerri esteve na Universidade Santa Cecília (UNISANTA), com o intuito de buscar subsídios para seu trabalho de interpretação e direção na peça sobre Patrícia Galvão, a Pagu, que deverá estrear no mês de abril. Acompanhada por outros integrantes do seu grupo teatral, Christiane conversou demoradamente com a presidente da mantenedora da instituição, Dra. Lúcia Maria Teixeira Furlani, autora do livro e vídeo-documentário Pagu, livre na imaginação no espaço e no tempo.
“Foi uma conversa bastante proveitosa”, destaca Lúcia. “Acredito que Christiane conseguiu captar muito da personalidade multifacetada de Pagu, o que, por certo, servirá de muita valia para seu trabalho de laboratório, visando a criação do personagem.
Essa não é a primeira vez que Lúcia é procurada por gente ligada ao teatro e TV para falar sobre Pagu. Recentemente , Miriam Freeland, que interpreta Pagu na minissérie Um Só Coração, da Rede Globo de Televisão, fez uso da obra de Lúcia para compor seu personagem.
Da mesma forma, a autora da minissérie, a escritora Maria Adelaide Amaral, buscou dados em Pagu, Livre na Imaginação, no espaço e no tempo, para desenvolver o roteiro de sua obra.
Além de Christiane Tricerri, que veio à Cidade para coletar mais informações, cheiros, toques, material para compor a montagem da peça que, por enquanto, tem o nome Pagu, também estiveram na UNISANTA Tila Teixeira Pinto (assistente de direção), Sabrina Greve (atriz), André Cortez (cenógrafo), Beatriz Azevedo (dramaturga), Miló Martins (iluminadora), José Maria Carvalho (preparação corporal), Henrique Mariano (diretor de produção, Iriz Cavalcanti (produtora executiva), Germano Melo e Mejeca (atores).
Segundo Christiane, a peça mostrará Pagu interpretada por três atrizes. “Vamos tentar expor a relação de Patrícia com a palavra, mostrando-a como jornalista, escritora e poeta. Venho pesquisando há muitos anos, mas há dois tenho me entregado integralmente ao projeto. A estréia será dia 3 de abril, no Sesc Belenzinho, em São Paulo. Até lá, ainda pretendo, aqui, conseguir mais, conversar com pessoas que conviveram com Pagu. Já falei, entre outros, com Sérgio Mamberti, Zé Celso Martinez, Renato Borghi, Rudá de Andrade (filho de Pagu com Oswald de Andrade) e Augusto Campos (que escreveu a biografia dela).’’
Em Santos, o grupo realizou ainda um ensaio-laboratório, na Cadeia Velha, onde funciona a Oficina Cultura Pagu, mantida pelo Governo do Estado. Aberto ao público, o ensaio foi feito na mesma cela (3), fna qual Pagu esteve presa.
Sob olhares atentos (principalmente de atores amadores da região), Christiane Tricerri (junto com mais duas atrizes do elenco) encarnou a vida carcerária de Pagu. Na peça, as várias facetas serão mostradas: a antropofágica, a militante e outras.
“O texto da peça (meu e de Beatriz Azevedo) está sendo montado ainda, até porque espero encontrar mais coisas. A produção e a direção são minhas’’. Segundo a atriz, muito já foi mostrado de Pagu, mas só os fatos, não a essência do seu pensamento e da sua palavra.
‘‘Também vamos mostrar fatos, claro, até para revelar aos mais jovens quem foi Pagu, para que eles tenham uma referência. Se fôssemos somente enfocar a palavra, o espetáculo correria o risco de ficar hermético’’, analisa Christiane Tricerri.
Ela conta que sua paixão por Pagu é antiga. Vem da adolescência, quando leu Parque Industrial, o que a levou a consumir tudo dela e mais o que Augusto de Campos escreveu sobre Pagu. ‘‘Já na primeira leitura eu senti que, de certa forma, eu estava habitada por ela. Havia um caminho e eu seria o canal dela para os que não conhecem sua palavra. Só fui assumir integralmente o projeto há dois anos.’’
De tão envolvida, Christiane Tricerri chega ao ponto de revelar que, apesar de não fumar, volta e meia acende um cigarro (Pagu fumava muito). Diz que é uma coisa bem forte. A intenção da atriz é a de trazer o espetáculo à Cidade, se possível, interpretá-lo dentro de um dos armazéns do Porto.
‘‘Acho que tem tudo a ver. Sabe de uma coisa que a maioria desconhece: foi a Pagu quem trouxe a soja para o Brasil e graças a isso, o nosso espetáculo conquistou patrocínio dos produtores. Pagu acreditava que com a soja poderia resolver o problema da fome no País.’’