Clóvis Graciano e sua Arte


A 29 de janeiro do ano de 1907, em Araras – S.P, nascia um dos artistas de maior expressão de sua época, Clóvis Graciano.

           Filho de italianos, ficou órfão aos 12 anos quando começou a trabalhar como picador de carvão numa oficina de carruagens, onde aprendeu a técnica da pintura de frisos, placas e emblemas.

Muda-se para São Paulo em 34, como fiscal do consumo, dividia seu tempo entre o emprego de burocrata e o desenho,  começou como autodidata, até contato com o pintor Candido Portinari e passa freqüentar o ateliê de Waldemar da Costa e a cursar desenho na Escola de Belas Artes de S.P, com evidentes vantagens para essa, tanto que dez anos depois foi demitido - por abandono de emprego.

Do desenho logo passa à aquarela, e daí ao óleo.

Em 1937, instala-se no Palacete Santa Helena integrando o Grupo Santa Helena, com Francisco Rebolo, Mario Zanini e Bonadei, entre outros. Membro da Família Artística Paulista, em 1939 é eleito presidente do grupo. Participa regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e em 1941 realiza sua primeira individual. 

Em 1949, com o prêmio obtido no Salão Nacional de Belas Artes viaja para a Europa., onde aprende em Paris a técnica do mural e da gravura. A partir dos anos 50, dedica-se à pintura mural. Faz também ilustrações de obras literárias, como o livro Cancioneiro da Bahia, de Dorival Caymmi, publicado pela editora Martins. Realiza cenários e figurinos para espetáculos de teatro e dança. Na década de 70, assume o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e a função de adido cultural em Paris. 

Em 1987, ilustra o romance Terras do Sem Fim , de Jorge Amado, publicado pela editora Record.

Morre em 1988 aos 81 anos em São Paulo, a cidade que o acolheu e que ele elegeu como lar.