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O ensaio “Prosa poética e poema em prosa no Livro
do Desassossego”, que faz parte do livro Fernando Pessoa: a Voz de
Deus, de Adelto Gonçalves, publicado em 1997 pela Editora da
Universidade Santa Cecília, foi considerado uma análise pioneira com
referência ao poema em prosa na obra do poeta português (1888-1935)
em texto escrito pelos professores René P.Garay, do The City
College-Graduate Center, The City University of New York, e Raúl
Romero, do John Jay College of Criminal Justice, também da The City
University of New York, e publicado na revista de literatura Forma
Breve, da Universidade de Aveiro, Portugal, nº 2, 2004 (pp.71-79).
No ensaio escrito em espanhol “Epifanía y poema en prosa (El Livro
do Desasossego de Fernando Pessoa/Bernardo Soares)”, Garay e Romero
observam que a proposta de Gonçalves é que, “há ritmo nas palavras,
o que é uma condição inata do poema, mas não essencial à prosa”, o
que pode ser comprovado em textos de linhas corridas de Fernando
Pessoa. “Gonçalves, inclusive, assevera que fragmentos do Livro do
Desasossego podem ser divididos em segmentos versificados à
semelhança de tantos versos livres escritos pelo poeta”,
acrescentam.
Adelto Gonçalves, doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa
pela Universidade de São Paulo, é professor das disciplinas de
Jornalismo Impresso da Faculdade de Artes e Comunicação (FaAC) e de
Estudos Antropológicos da Faculdade de Educação Física e Esportes (Fefesp)
da Universidade Santa Cecília (UNISANTA) e de Gêneros Jornalísticos
da Faculdade de Comunicação Social e Artes do Centro Universitário
Monte Serrat (UNIMONTE). É autor também de Bocage: o Perfil Perdido
(Lisboa, Caminho, 2003), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova
Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Gonzaga, um
Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), entre
outros livros. |