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A arte pode estar sendo conduzida (ANSC — Santos) Na 5ª Semana Ceciliana de Artes e Comunicação foi apresentado aos alunos de Educação Artística e convidados, o debate sobre A arte de Ensinar Arte. O debate foi iniciado pela professora e artista, Ana Kalassa, que conta como é que a arte pode estar sendo conduzida ou pensada no nosso espaço e também, como ela pode fazer parte do processo de uma formação de consciência crítica. O primeiro ponto que Kalassa abordou, é que quando se fala em Arte Moderna e Arte Contemporânea, as pessoas têm muita resistência ou preconceito. A professora lembra que a arte, em questão, é do século passado e o que falta é a aproximação do público com esta arte. “Não é para convencer ninguém de que a arte é ou não importante. Ela está aí, nos museus, e é uma senhora de 100 anos”, ressalta. O segundo ponto é que as pessoas não percebem a arte da mesma maneira. A arte não se comunica com a gente por meio das mesmas formas de percepção. Por isso, essas mudanças acontecem em toda dimensão social, inclusive na educação. “Uma das coisas fundamentais geradas por essas mudanças foi uma revisão do próprio conceito do que é ensinar”, explica. Conforme Kalassa, ensinar é um processo de fazer com que o indivíduo desenvolva a
consciência crítica, ou seja, ser capaz de vivenciar o processo de participação com o mundo, durante e depois. Nunes diz que gosta do que faz e que para ela é uma satisfação atuar nessa área. Chegou a fazer o curso de Artes em São Paulo, que a ajudou bastante na sua função. Ela informa que preservar e incentivar a história da cidade deveria ser um conceito de toda comunidade. O público de visitantes turistas é maior do que os moradores da própria cidade. Para isso, a Pinacoteca conta com monitores bilíngues para atender aos turistas estrangeiros. Nunes conta ainda que no princípio a falta de preparação dos alunos ao visitarem o patrimônio tão grandioso e com obras de Benedicto Calixto era maior do que hoje. “Os professores, simplesmente, levavam os alunos à exposição, como se levasse ao parque de diversões”, lembra. Hoje, a diretora nota que houve uma melhora por parte dos professores, que já preparam os alunos no que eles irão ver e com isso eles passam a prestar mais atenção, admirar e entender a exposição. A terceira palestrante foi a escritora e arte-educadora Gisa Picosque. Muito descontraída, iniciou seu debate fazendo com que as pessoas que estavam no Anfiteatro pensasse numa obra de arte e relatasse para o companheiro ao lado. Desse modo, ela mostrou o acervo imaginário de cada um, ou seja, o repertório visual que cada pessoa possui. A escritora conta que uma obra pode ter vários significados. Depende do ponto de vista e do conhecimento de cada pessoa. Foram expostas também obras de artes do século passado, que observando-as, cada pessoa dava um significado diferente, mas que para o autor o significado era muito profundo. Para finalizar, a quarta palestrante que também é escritora e arte-educadora foi a Rosane Acedo, que entrou na questão da educação de como é observada a arte.
Sonia A. Dias Alves
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