O
jornal-laboratório Primeira Impressão, da Faculdade de Artes e Comunicação da
Universidade Santa Cecília, começou em março de 1996. A primeira edição foi preparada
pelos alunos do então 4º ano de Jornalismo e que constituíram a primeira turma de
formandos do curso.
No início, o Primeira Impressão era elaborado em máquinas de
escrever. No ano seguinte, chegou a informatização com a inauguração de uma nova
redação, batizada com o nome do jornalista Hamleto Rosato, de A Tribuna. Em 98, foi
transferida para a sala 426, localizada no 4º andar, do Bloco M, da UNISANTA, onde está
até hoje.
O jornal começou com oito páginas, em preto-e-branco, com tiragem de
cinco mil exemplares e praticamente com as mesmas editorias do atual primeiro caderno:
Geral, Política, Economia, Esportes e Comportamento. A partir do início de 97, passou a
ter a primeira e a última página coloridas.
Os professores Francisco La Scala Júnior, Rodolfo Amaral, então
coordenador do curso, Fernando De Maria, na oportunidade como assistente, e Reinaldo
Ferrigno, responsável pelo setor de fotografia, foram os que iniciaram o projeto. Destes,
apenas Rodolfo Amaral não está mais na equipe.
Além dos três, o jornal conta atualmente com os professores Gerson
Moreira Lima, também coordenador do curso de Jornalismo, Márcio Calafiori e Kátia
Locatelli, formada na turma de 98, para a correção dos textos; Márcia Okida,
responsável pelo design gráfico, e a mais recente integrante do corpo docente, a
professora de Língua Portuguesa, Valéria Holzmann Nader, encarregada da revisão final.
No total, oito professores, o que comprova a preocupação em manter cada vez mais a
qualidade.
Esse cuidado parece se refletir no muito que o Primeira Impressão
cresceu em apenas cinco anos, principalmente a partir de 1998. Dois projetos pioneiros
criados naquele ano destacam-se: o Mão do Repórter, que consiste em uma entrevista
coletiva que resulta em matérias feitas por todos os alunos para mostrar as várias
diferenças de enfoque. Duas delas são escolhidas e publicadas. Com relação às fotos,
o procedimento é o mesmo. O segundo projeto é o Prata da Casa, que se constitui em uma
reportagem feita com ex-alunos que já integram o mercado de trabalho.
Em 1999, o Primeira Impressão passou a ter 12 páginas com a
introdução do Caderno Dez, voltado exclusivamente para o público universitário,
estimado em 25 mil estudantes em Santos. Agora, em 2000, a inovação é a edição de um
Caderno Especial, que aborda mensalmente um tema que mereça o aprofundamento e o resgate
da grande reportagem. Em conseqüência, desde o início deste ano o jornal passou a ter
16 páginas, o dobro em relação ao de quando foi lançado.
Outro diferencial da publicação é a interdisciplinaridade entre os cursos de Jornalismo
e Publicidade, em função da inclusão de anúncios, sempre institucionais, elaborados
pelos alunos da agência-laboratório do curso de Publicidade e Propaganda da
UNISANTA. Isso permite que os futuros jornalistas tenham um contato cada vez maior com a
realidade da profissão.
Prêmios - Tamanho volume de iniciativas só poderiam começar a dar
frutos. E eles apareceram a partir de 1999. Nesse ano, o Primeira Impressão ganhou o
Prêmio Giusfredo Santini, conferido pela Câmara Municipal de Santos, por uma reportagem
sobre o comércio de ossos nos cemitérios da Cidade. No mesmo ano, ficou entre os cinco
melhores jornais-laboratório do País, dentre os 32 inscritos no Intercom, o principal
congresso acadêmico brasileiro de Comunicação.
As inovações não param por aí: além da tiragem atual de sete mil
exemplares, o Primeira Impressão passa a integrar o mundo digital e pode ser acessado
pela Internet, como você está fazendo agora. Esteja certo de que acompanhando o veículo
impresso ou navegando por este site, onde você poderá acessar as páginas e copiá-las
através de um download, o respeito ao leitor e a busca permanente da verdade
continuarão sendo os objetivos principais do Primeira Impressão. |